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MEC quer acabar com educação de qualidade nos Institutos Federais para adotar o Novo Ensino Médio

MEC quer acabar com educação de qualidade nos Institutos Federais para adotar o Novo Ensino Médio

Imagem destaque: do Portal Goiorê.


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Representantes de nove Institutos Federais foram convocados pelo Ministério da Educação (MEC) para uma reunião nesta sexta-feira (23), em Brasília – DF, com o intuito debater a implantação da Reforma do Ensino Médio em suas unidades de ensino.

Por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB) e da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (SETEC), o governo Temer busca pressionar alguns Institutos Federais a se adequar, em caráter de projeto piloto, às novas regras definidas pela MP 805, que estabelece o “Novo Ensino Médio”.

De acordo com o apurado pelo Andes-SN, os institutos chamados pelo MEC para esta reunião foram: Goiás (IFG), Paraná (IFPR), Espírito Santo (IFES), Sertão de Pernambuco (IFSertãoPE), Amazonas (IFAM), Mato Grosso do Sul (IFMS), Paraíba (IFPB), Santa Catarina (IFSC) e Triângulo Mineiro (IFTM).

Em contraposição à proposta do governo, servidores públicos, intelectuais e entidades ligadas à educação, através do Manifesto “Em defesa do Ensino Médio Integrado e da Rede Federal de EPCT”, lançado no último dia 20 de fevereiro, rejeitaram as mudanças que implicam no fim do Ensino Integrado nos Institutos Federais.

“Preocupa-nos, o fim do Ensino Médio Integrado, único modelo já adotado no Brasil que foi capaz de, em poucos anos, colocar a educação pública entre os países de primeiro mundo”, afirma trecho do manifesto.

O documento também critica o caráter da reunião, que fere as instâncias representativas constituídas pelos dirigentes dos Institutos Federais, fragmenta a Rede Federal e busca criar um balcão de negócios com Reitores para a implantação de um modelo de ensino amplamente rejeitado pelo Conif e pela base dos servidores da Rede Federal.

“Sendo o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), uma instância de discussão, proposição e promoção de políticas de desenvolvimento da formação profissional e tecnológica, pesquisa e inovação, cujos objetivos são a valorização, o fortalecimento e a consolidação das 41 instituições congregadas e responsável por dar suporte, orientar e respaldar a Rede, com a participação dos Dirigentes Máximos de todos os IFs, por quais motivos a SEB/SETEC/MEC, ignorou este conselho e abordou diretamente alguns IFs?”, prossegue o manifesto.

Sobre esse tema, o Sintietfal publicou na oitava edição de seu informativo bimestral uma entrevista com a professora de História e mestra em Educação brasileira, Ana Luíza Porto. Para ela, é fundamental que os Institutos Federais resistam à investida do governo e mantenham-se ofertando uma educação de qualidade, referência para o país.

“Os IFs vão defender a manutenção desse modelo que existe hoje. Isso, por um lado, reforça um elitismo que existe na escola, mas, ao mesmo tempo, mantém algo que tem dado certo. Acredito que resistir com o formato atual facilita mais à frente fazer o resgate de uma educação de qualidade se tivermos ainda um modelo não desestruturado em vigor”, afirmou a professora fazendo referência à defesa do ensino integrado frente à proposta de reforma do ensino médio. Segundo ela, essa foi uma das mais importantes resoluções do Seminário Nacional de Ensino Médio Integrado, realizado pelo Conif em setembro de 2017.

Confira aqui o Primeiro Manifesto de 2018 em defesa do Ensino Médio Integrado e da Rede Federal de EPCT.
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Via: sintietfal.org.br | Postado por: Ésio Melo

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