Um lamentável episódio de perseguição ao professor Rômulo Leite Amorim, lotado no IFPB Campus Campina Grande há mais de 13 anos, reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão e o avanço do autoritarismo institucional no ambiente escolar e acadêmico.
Durante o acompanhamento de seminários discentes, o uso de adereços pessoais com simbologia política por parte do docente foi alvo de perseguição e exposição pública, sob o pretexto infundado de conduta vedada e infração às normas eleitorais.
Neste Dia das Professoras e dos Professores, vale lembrar Paulo Freire, que defendeu a educação como um ato intrinsecamente político. A liberdade de ensinar garante ao educador o direito de posicionar-se criticamente diante do mundo e de explicitar as opções éticas e políticas de sua prática, sem sofrer censura.
Manifestações passivas e o pluralismo de ideias constituem pilares inalienáveis da liberdade de ensino. O patrulhamento ideológico e as tentativas de intimidação nos institutos federais configuram violação à autonomia pedagógica garantida pela Constituição Federal, ferindo os direitos assegurados pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 548.
O SINTEFPB repudia as tentativas de coação e apoia a mobilização das/dos servidoras/es expressa no MANIFESTO DOS/AS SERVIDORES/AS DO IFPB EM SOLIDARIEDADE AO PROFESSOR RÔMULO AMORIM https://forms.gle/PwAqeFcV3ZSQE6mv6.
A base do SINTEFPB reafirma que a defesa da liberdade de cátedra é indissociável da preservação da Democracia brasileira e se coloca na resistência às investidas do autoritarismo na educação pública.
POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA, PLURAL E SOCIALMENTE REFERENCIADA!
Diretoria SINTEFPB
