Não há o que celebrar quando o direito mais básico — o de permanecer viva — nos é negado todos os dias. Este 8 de março não é um dia de flores ou mensagens vazias; é um dia de luto e luta.
O Brasil que amanhece hoje é o mesmo que, em 2025, registrou um recorde doloroso: 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2026). São mais de 4 mulheres mortas por dia apenas por serem mulheres.
Os casos recentes de estupros e violência brutal que estampam os jornais não são “casos isolados”. São o reflexo de uma sociedade que ainda tolera a misoginia e falha em proteger suas cidadãs — prova disso é que 13,1% das vítimas de feminicídio no último ano possuíam medidas protetivas vigentes quando foram assassinadas (Fonte: G1/FBSP, março/2026). A proteção no papel não tem sido suficiente para deter a mão do agressor.
Nossa existência é um ato político. Lutamos contra o medo dentro de casa e contra a exploração no trabalho. A nossa liberdade passa pela segurança de não sermos mortas, pela soberania sobre nossos corpos e pela dignidade de uma jornada que não nos adoeça.
“Pela Vida das Mulheres! Contra o Imperialismo, por Democracia, Soberania e pelo fim da escala 6×1 “!
Polyanna Gomes – Ascom SINTEFPB
