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Reajuste não é aumento, É DIREITO! Entenda a reivindicação dos(as) servidores(as) federais

Reajuste não é aumento, É DIREITO! Entenda a reivindicação dos(as) servidores(as) federais

Por: Sinasefe Mato Grosso do Sul  |  Título original: Reposição emergencial de 19,99%: entenda a reivindicação dos servidores públicos federais

 

 

 

As entidades representativas das diversas carreiras do serviço público federal estão realizando mobilizações desde o início de janeiro de 2022 por um reajuste salarial que não é concedido há 5 anos. A pauta ganhou destaque no debate nacional e força nas bases das categorias diante do anúncio de que o Governo Federal concederia reajuste apenas a algumas carreiras das forças de segurança.

Essa medida que fere a isonomia e é um aceno de Bolsonaro a setores onde seu governo encontra maior apoio político foi recentemente confirmada na abertura do ano legislativo pelo líder do Governo, Deputado Ricardo Barros (PP-PR). Assim, somente os policiais serão contemplados com a reserva de R$ 1,7 bilhão para aumento de salários no Orçamento de 2022.

 

Por que 19,99% de reajuste?

As entidades sindicais, principalmente reunidas no Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (FONASEFE), protocolaram como parte das ações de pressão, um ofício ao Ministro da Economia Paulo Guedes. O documento entregue em 18 de janeiro exige uma recomposição de perdas salarias contabilizada em 19,99%.

O índice de 19,99%, reivindicado em caráter emergencial pelos servidores, corresponde às perdas inflacionários de 2019 a 2021, medidas pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e equivalente aos três anos de governo Bolsonaro.

No ofício encaminhado a Paulo Guedes, as entidades apresentam um balanço da desvalorização salarial nos últimos anos. Levando em conta que o último reajuste salarial foi concedido em 2017, ainda no Governo de Michel Temer, e junto a isso o fato de que todos os reajustes de 2013 a 2017 foram abaixo da inflação, as categorias somam perdas que podem chegar a 49, 28%.

No entanto, o foco da reivindicação dos servidores é na responsabilidade da política econômica do atual Governo, que através do comando de Paulo Guedes e anuência de Jair Bolsonaro, tem causado a alta inflacionária. O IPCA em 2019 teve aumento de 4,31%, em 2020 de 4,52% e em 2021 chegou a 10,06%, o índice acumulado no fim de 2021 foi de 19,99%.

 

Calendário de Mobilização

Embora o desinteresse do Governo em tratar os servidores com isonomia, as entidades ainda apostam no diálogo. Neste dia 8 foi protocolado um novo documento junto ao Ministério da Economia, onde o FONASEFE solicita a instauração de uma mesa de negociação, em caráter imediato, entre o governo e seus servidores e servidoras públicas federais.

Enquanto isso há a intensificação das ações de pressão com um calendário de atividades que inclui uma rodada de Plenárias Estaduais e atividades virtuais de mobilização do dia 07 ao dia 11 de fevereiro, uma Jornada de Lutas em estado de greve de 14 a 25 de fevereiro e uma Greve Nacional dos(as) Servidores(as) Federais em 09 de março, desde que seja aprovada em assembleias das categorias.

 

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