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• EDUCAÇÃO • POLÍTICA | “O que está em disputa é a função social da escola”

• EDUCAÇÃO • POLÍTICA | “O que está em disputa é a função social da escola”

A escola não é só um prédio com parede e teto. É um ponto de encontro, de construção de conhecimento. É um espaço em que se articulam os diferentes grupos e possibilidades de se construir algo comum a partir das culturas, das pessoas e do território

Edneia Gonçalves
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Para a socióloga e educadora, os 100 primeiros dias de governo Bolsonaro apresentaram uma repulsa pelo caráter agregador da escola e nenhum avanço nas políticas educacionais. “Não é possível ver nenhum ganho, nem para o acesso, nem para a permanência, nem para a qualidade da educação”, analisa.

Para Denise Carreira, é possível categorizar esse período em três movimentos. “Um primeiro de desmonte institucional de órgãos de políticas, sobretudo daquelas comprometidas com o enfrentamento das desigualdades. Uma segunda linha de promoção de ações vinculadas a grupos ultraconservadores com forte viés ideológico. Aí temos o Escola Sem Partido, as escolas militarizadas, a Educação Domiciliar. E a terceira linha  é o sufocamento do financiamento educacional, do Plano Nacional de Educação (PNE), inclusive com proposta de revogação total da vinculação constitucional para saúde e educação pública”, argumenta.

Estes e outros pontos são discutidos em uma videoconferência do especial Educação em Disputa: 100 dias de Bolsonaro, realizada na última quarta-feira (10/04), data em que a gestão completou 100 dias de mandato. Assista:

 

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Por: Redação da CARTA CAPITAL

 

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Acompanhe também os outros conteúdos do especial:

– Educação em disputa: 100 dias de Bolsonaro

– A mediocridade autoritária como política de governo

– Na educação familiar, os familiares devem prever plano pedagógico

– Qual o impacto da extinção da secretaria responsável pelo Plano Nacional de Educação?

– Especialistas avaliam fim de secretaria ligada à diversidade e inclusão

– Por que o investimento em estudantes da educação pública está ameaçado?

– Daniel Cara: “a composição do MEC sinaliza um projeto de privatização”

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