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• SOCIEDADE • TRABALHO | Maioria dos brasileiros é contra desmonte trabalhista e privatizações.

• SOCIEDADE • TRABALHO |  Maioria dos brasileiros é contra desmonte trabalhista e privatizações.

Matéria: Por Redação da Carta Capital
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Embora muitos dos eleitos a nível estadual e federal se apresentem como liberais (mas só na economia, é claro), a maioria dos brasileiros desconfia das panaceias defendidas por esse ideário. Uma pesquisa Datafolha aponta mais da metade da população é contra privatizações e mudanças nas leis trabalhistas, duas das grandes promessas de Jair Bolsonaro.

 

 

Segundo o estudo divulgada deste sábado (05 de janeiro), 60% dos brasileiros é contra a venda de empresas públicas e 57% discorda da diminuição de garantias legais no emprego.

 

Motivo de bate-cabeça dentro do governo, as privatizações são ora defendidas e ora rechaçadas pelo presidente eleito e a equipe econômica. Bolsonaro já voltou atrás, por exemplo, na defesa da venda da Embraer e da Eletrobras. Já o ministro Paulo Guedes bravateia a entrega irrestrita de estatais.

 

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O modelo defendido por Guedes tem o aval de pouco mais de 1/3 dos brasileiros: 34% concordam que o governo deve se desfazer do maior número possível de empresas. Outros 5% não souberam responder e 1% se disse neutro.

A defesa das privatizações só lidera entre os partidários do PSL: 65% são a favor da medida. Em seguida vem a fatia mais rica da população (56%). Homens, pessoas com curso superior e moradores do Centro-Oeste e do Norte apoiam mais as privatizações. Discordam mais as mulheres, pessoas com escolaridade média, moradores do Sul e do Nordeste e os mais pobres.

 

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A respeito das leis trabalhistas, 40% concordam que o país precisa de menos regulação e 3% não têm opinião formada. Os entrevistados responderam ainda a uma terceira pergunta relacionada ao corolário bolsonarista: “Mulheres ganharem menos do que os homens é um problema das empresas, e não do governo?”. Metade discorda dessa afirmação, 47% concorda.

Realizada no mês passado, a pesquisa ouviu 2.077 pessoas em 130 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

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