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Petrobras pode ser próxima na lista de privatizações

Petrobras pode ser próxima na lista de privatizações

Caso país não reaja, empresa também corre risco de ser vendida

Fonte: http://fup.org.br

O anúncio da privatização da Eletrobras, além de crime de lesa-pátria, é um imoral arranjo do governo Temer para reduzir o rombo bilionário que impôs ao Estado brasileiro na tentativa de se sustentar ilegitimamente no poder. A mídia saudou a notícia com estardalhaço, fazendo coro à euforia do mercado financeiro. A Bolsa de Valores disparou e atingiu o maior índice dos últimos anos. Os setores que apoiaram o golpe comemoram e cobram a conta completa: querem a Petrobrás, os Correios, os bancos públicos nas mãos do mercado.  

Privatizar a maior empresa de energia da América Latina é entregar ao mercado internacional a soberania energética do país, na contramão do que fazem as grandes nações. A receita é a mesma que vem sendo aplicada no Sistema Petrobrás. Assim como a estatal de petróleo brasileira, a Eletrobras já vem passando por um processo intenso de desmonte, com a venda em pedaços da companhia, concessão de usinas hidrelétricas, desinvestimentos e planos de incentivo à saída dos trabalhadores.

Também como já estão fazendo com a Petrobrás, o objetivo é quebrar a integração do sistema e entregar às multinacionais o controle da logística do setor elétrico. Essas empresas receberão pronto, sem custo algum, toda a estrutura construída ao longo de décadas de investimentos por parte do Estado.

Um patrimônio público, de um setor fundamentalmente estratégico, que será apropriado a preços vil pelos mesmos grupos econômicos que já conseguiram tirar da Petrobrás o protagonismo na exploração e operação do pré-sal e estão prestes a se apossarem de toda a infraestrutura da petrolífera brasileira, se não reagirmos enquanto ainda temos chances.

Só a resistência da classe trabalhadora e dos setores organizados da sociedade será capaz de defender o Estado desse desmonte que o golpe impôs ao povo. O que está em xeque é a soberania nacional, o futuro das próximas gerações de brasileiros. Temos o dever de impedir os crimes de lesa-pátria do desgoverno Temer. 

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FUP – Federação Única dos Petroleiros

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“Um dos argumentos falaciosos é a necessidade da venda da estatal para reduzir a dívida pública. Não é verdade, como se assistiu sob Fernando Henrique Cardoso, quando se vendeu estatais para pagar a dúvida pública. FHC vendeu o que pôde – com destaque para a Telebras e para a Cia Vale do Rio Doce, a preços aviltados. Mas a dívida pública aumentou. Era de 32% do PIB em 1994 e pulou para 56% do PIB em 2002. “
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Confira a matéria completa:

http://vermelho.org.br/editorial.php?id_editorial=1700&id_secao=16

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