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Onde há amor, não pode haver temor

Onde há amor, não pode haver temor

Estamos na reta final desta experiência frente à Diretoria de Comunicação do SINTEFPB. Fiz o que pude em nome da categoria, e da luta maior pela libertação dos trabalhadores. A sensação é a do dever cumprido, mas resta-me um resquício de frustração, pois não fiz tudo o que havia planejado. Não obstante, atribuo isso às imperfeiçoes da vida: nada está completo, tudo é processo.

Da experiência, talvez pelo avançado da idade, fica, principalmente, a percepção de que estamos no caminho equivocado: brigamos muito mais entre nós, do que com os nossos opressores. O que eu almejava, no SINTEFPB, era promover a união da categoria através de um projeto dinâmico de comunicação social. Deixo o meu desejo como legado para os próximos que vierem.

No início enfrentei a competitividade de companheiros mais jovens que, na ansiedade da conquista dos espaços de promoção política, dificultaram a realização das iniciativas. Tive de ser ponderado e agir com cautela para não causar constrangimentos, o que é praticamente impossível quando se trata do dia a dia da labuta sindical.

Superadas as primeiras dificuldades, as barreiras foram se avolumando. Na greve de 2012, tivemos que partilhar a comunicação com o comando de greve que, à época, expressava forte tendência oposicionista à diretoria do SINTEFPB, e tentou obnubilar a política de comunicação do sindicato.

Não foi fácil enfrentar as concepções distorcidas de alguns companheiros que ainda insistem que eu apenas queria promover a candidatura da minha companheira, coordenadora geral, do SINTEFPB, à Reitoria da IFPB. Há também aqueles que me acham irracível e pensam que não gosto de ninguém. Ledo engano…

Nas minhas atividades estou sempre agregando novas experiências. Desta forma, fiquei predisposto ao que deveria aprender com os companheiros do SINTEFPB. A principal lição que ficou foi a convicção de ser, cada vez mais, intransigente na defesa dos meus princípios e ético nas relações interpessoais, sem perder a flexibilidade própria da condição humana. Posso até não ter agido desta forma, pois nem sempre as contingências nos permitem; mas não perdi a convicção.

Sei que não fiz o que queria. Fiz muito mais aquilo que não desejava; mas sempre procurando combater o bom combate, em defesa daquilo a que me propus no início da gestão: a categoria. Errei, mas foi por necessidade. O meu álibi é que tudo foi feito com amor e, onde há amor, não pode haver arrependimento.

Por dificuldades pessoais ficarei fora da próxima diretoria. No entanto, estarei aberto à colaboração no que me for possível. Espero que os companheiros da próxima gestão continuem trilhando o caminho da democracia, principalmente, dando voz a quem não tem; pois creio que nada é mais estruturante para a vida humana, em todas as suas instâncias, do que a comunicação de forma ética, honesta, criativa e respeitosa.

Crisvalter Medeiros

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