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SINASEFE NACIONAL manifesta solidariedade aos estudantes do IFMA que sofreram ataques racistas no IFF

SINASEFE NACIONAL manifesta solidariedade aos estudantes do IFMA que sofreram ataques racistas no IFF

Por: SINASEFE NACIONAL

 

O SINASEFE manifesta solidariedade aos estudantes do IFMA, que denunciaram ataques racistas aos quais foram submetidos recentemente, nas dependências do Instituto Federal Fluminense (IFF). O sindicato nacional subscreveu a nota de repúdio do Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe sobre o acontecido. Lamentavelmente, a situação se deu durante o III Encontro Nacional de Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI), entre os dias 7 e 9/11 de 2017, que envolveu estudantes e servidores de diversos campi.

 

Fatos

“Infelizmente, durante a realização do evento o que se viu foram cenas de racismo e xenofobia contra alunos maranhenses em exato momento em que apresentavam uma aula de tambor de crioula e o projeto de dança afrodance. Foram xingados, chamados de ‘macacos, macumbeiros’.

Segundo relatos dos estudantes as agressões verbais e racistas se repetiram em outros momentos: alguns alunos foram chamados de “pretos fedidos”, criticaram seus nomes e chegaram a perguntar se o Maranhão ficava dentro do Brasil. No refeitório foram recebidos por gestos que imitavam gorilas, suspenderam a comida, dando apenas pão aos estudantes. No ônibus do campus Maracanã foi escrita a expressão “sujos”. Este fatos contribuíram para a antecipação da volta dos estudantes para casa. Os alunos do IFMA foram tratados de forma humilhante em espaço que seria para divulgar a sua experiência cultural”, explica o texto elaborado pelo Movimento Quilombo Raça e Classe.

 

Repúdio

“O Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe vem, através desta nota pública, repudiar os ataques de racismo e xenofobia sofrida por estudantes maranhenses e manifestar toda solidariedade. A maioria dos alunos que sofreram a agressão são menores de idade. A utilização de estereótipos negativos, a ridicularização de características e traços físicos agem para negar a identidade negra, humilhar e desprezar a origem e valores da nossa cultura. O total desprezo pela apresentação dos alunos é também pela cultura africana e afro-brasileira. A título de informação o tambor de crioula desde 2007 ganhou o título de patrimônio cultural imaterial brasileiro. É portanto, manifestação da matriz afro-brasileira”, destacam.

Outra manifestação de repúdio partiu também da Seção Sindical Sinasefe IFF, confira a moção.

 

Resistência

Indignados com a situação, os estudantes maranhenses se mobilizaram, ainda no Rio de Janeiro, e fizeram um protesto para denunciar o racismo. O portal local NF Notícias, publicou matéria sobre o assunto e também um vídeo.

 

Movimento Nacional Quilombo Raça e Classe

Fundado em 2008, na cidade do Rio de Janeiro, num encontro que reuniu mais de 500 pessoas representando núcleos de militantes negros (as) de diversos estados do Brasil. Esse movimento pretende articular, dialeticamente, a relação entre a questão racial e a questão de classe. Da compreensão dessa indissociabilidade que surge o nome Movimento Quilombo Raça e Classe, filiado à CSP-Conlutas.

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