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Derrubando os muros do silêncio em torno da secessão no IFPB/2014

Derrubando os muros do silêncio em torno da secessão no IFPB/2014

A voz das ruas, com a sua forte tonalidade jovem, ecoou e sacudiu a apatia política que se tinha estabelecido no País, desde o movimento dos caras pintadas pelo  impeachment do Presidente Fernando Collor. O povo brasileiro é assim, está sempre surpreendendo; quando menos se espera ele reage. O movimento das ruas deverá crescer, ainda mais, até as majoritárias do próximo ano.

Seria muito interessante que esse alento de democracia alcançasse o IFPB. Mas parece que a Instituição está separada do mundo por um filtro político que a torna apática e anacrônica. É como se a democracia não chegasse até aqui. Percebe-se que existe uma inquietação política que, no entanto, nunca chega a se concretizar em ação pragmática. Deve ser a dinâmica das ciências exatas, tendência epistêmica predominante na instituição.

A comunidade está a um passo do processe sucessório à Reitoria da Instituição, mas o silêncio em torno da questão é sintomático. O máximo que tem acontecido são cochichos pelos corredores sobre os nomes de possíveis candidatos.

De ação concreta, até o momento, foi a iniciativa do diretor do Campus Campina Grande, professor Cícero Nicácio, que ensaiou alguns contatos pessoais com servidores sobre uma possível candidatura à Reitoria. Cochicha-se, também, sobre os nomes do pró-reitor de ensino, Paulo de Tarso, e dos diretores dos Campi João Pessoa (Nogueira), e o de Sousa (Sicupira).

No Campus de João Pessoa há uma certa animação em torno de um nome para a sucessão local. A plataforma é a mesma da campanha anterior: querem fortalecer João Pessoa e, posteriormente, construir uma liderança na rede.

Esse filme é reprise. A campanha passada teve o mesmo mote, sendo que nada de extraordinário aconteceu. A gestão do Campus João Pessoa, se não fosse a dinâmica das fechaduras eletrônicas e das câmeras filmadoras, tinha passado despercebida, num marasmo total.

Portanto, a dinâmica que se estabeleceu no IFPB é a de um feudo medieval. Cuida-se bem do Castelo (Campus João Pessoa) para que a Nobreza possa fazer a festa e dormir em paz. Quanto ao resto do feudo (demais campi) fica entregue ao seu próprio destino; os vassalos que se cuidem.

Só há uma maneira de superar esse processo anacrônico: é lançar uma candidatura que tenha uma proposta de atuação em rede, que atribua o mesmo valor acadêmico a todas as áreas de conhecimento ministradas na instituição e se disponha a fazer uma gestão democrática valorizando todos os Campi, da mesma forma, e não apenas o Castelo de João Pessoa.

O primeiro passo, a ser dado nesse sentido, é derrubar o muro do silêncio em torno da sucessão e começar a debater os problemas da instituição de forma democrática e transparente.

Crisvalter Medeiros

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